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Otávio Dias de Oliveira/ÉPOCA |
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TECNOLOGIA O modelo X26 é menor e
mostra a quantidade de disparos
disponíveis |
Além das operações corriqueiras da polícia, depois dos atentados
às torres gêmeas e ao Pentágono, agentes do FBI passaram a se
misturar aos passageiros nos aviões americanos. ''Policiais me
contaram que estavam portando o Taser'', conta o instrutor Marcos do
Val. Essas pistolas são mais seguras que as armas de fogo, que podem
causar uma tragédia se perfurarem a fuselagem da aeronave.
No Brasil, a utilização do Taser poderá ter início ainda neste
ano. Os 150 homens da polícia do Senado, que atualmente andam
desarmados, poderão, em breve, carregar uma pistola elétrica na
cintura. ''Pelo menos 6 mil pessoas circulam diariamente pelo
prédio'', diz Clayton Zanlorenci, diretor da Subsecretaria de
Segurança Legislativa do Senado. ''OTaser serviria para imobilizar
manifestantes e agressores'', diz. Pela lei, apenas os órgãos de
segurança pública têm permissão para importá-lo, o que significa que
ninguém poderá carregar uma arma do gênero para autodefesa.
Até agora, só a Polícia Militar do Acre pediu autorização ao
Exército. Deverá adquirir 50 unidades, para patrulhamento das ruas.
''Elas podem ser usadas em rebeliões de presídios'', diz Leandro
Rodrigues, comandante da PM acreana. A Secretaria de Segurança
Pública do Rio de Janeiro também está interessada. ''Devemos
adquirir o Taser'', conta o major Cajueiro, do gabinete do
comando-geral da polícia carioca. ''Poderemos usá-lo para controlar
distúrbios em presídios e imobilizar pessoas sob o efeito de
drogas'', exemplifica o major. É difícil imaginar um aparato tão
caro e moderno ser utilizado no Brasil. Em São Paulo, o Estado mais
rico do país, ainda há policiais portando o revólver calibre 38,
menos eficaz que as pistolas modernas. No Rio de Janeiro, os PMs
entraram na Rocinha com armas enferrujadas em punho.
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